Transtorno Dismórfico Corporal – Síndrome da Distorção da Imagem – Dismorfofobia

rt-blog-01Entenda um pouco mais sobre esta perigosa doença!

dismorfofobia, também denominada transtorno dismórfico corporal ou síndrome da distorção da imagem, é um transtorno psicológico caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. 1 Esta fobia de ter um aspecto anormal é observada com mais frequência nos adolescentes, de ambos os sexos, estando relacionada com as transformações ocorridas na puberdade. Pode ocorrer também em adultos (neste caso é mais comum em mulheres, embora homens também sejam acometidos).

O diagnóstico pode ser um desafio, pois na sociedade atual os sintomas são semelhantes a uma vaidade excessiva. Uso exagerado de cosméticos para disfarçar imperfeições, cuidados exagerados com os cabelos, dietas inconsequentes, bulimia, anorexia, exercícios exagerados, uso de roupas que escondem o corpo são algumas das características destes pacientes.

Sua causa é bastante discutível. Pode ser gerada por uma baixa autoestima, pode ser decorrente de uma infância deficiente de carinho e de aprovação levando a uma autocrítica destrutiva (reflexo de crítica excessiva dos pais), de sentimentos de abandono, ou mesmo por causas orgânicas, agravados pela grande exibição de figuras humanas padronizadas pelos meios de comunicação.

Na sociedade atual, a forma mais frequente de dismorfofobia é em relação ao peso corporal. Pessoas com peso adequado para sua altura e faixa etária consideram-se acima do peso, submetendo-se a regimes de fome, uso de medicamentos, vômitos forçados e exercícios físicos em excesso.

Outras formas de dismorfofobia consistem em: valorização excessiva de cicatrizes e marcas mínimas e praticamente imperceptíveis (a pessoa se sente deformada, sente que a lesão é vista por todos e que ela atrapalha sua vida, como consequência evitando sair de casa, ou abusando de maquiagens corretivas), procura doentia por tratamentos estéticos (cirurgias plásticas, tratamentos de rejuvenescimento), ideação irreal de envelhecimento (uma mulher de 40 anos, por exemplo, que se considera tão enrugada e envelhecida como uma de 70).

A característica principal da dismorfofobia é que a opinião do paciente a respeito de sua própria aparência não é compartilhada pela opinião geral do meio em que vive. No entanto, o paciente não enxerga que ele é absolutamente normal, e insiste em sua ideação de inadequação física, resistente a argumentações.

Estes pacientes figuram os principais responsáveis pela procura de cirurgiões plásticos e de dermatologistas para tratamentos estéticos, que acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum (uma vez que o problema está em sua própria auto aceitação, e não no tratamento), e que acabam gerando uma série de denúncias infundadas contra estes profissionais, a quem acabam por culpar por não terem atingido a estética que idealizaram para si.

Estudos mostram que 7% dos pacientes que procuram tratamentos dermatológicos e cirurgias plásticas apresentam a síndrome. O astro pop Michael Jackson e a cantora Cher são citados por especialistas como ícones do exagero e possíveis dismórficos.

Michael-Jackson Cher
(FOTOS) Legenda: Insatisfeitos com a própria imagem, Michael Jackson e Cher já foram submetidos a inúmeras cirurgias plásticas, principalmente no nariz.

O tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes não se aceita portador deste diagnóstico. A maioria justifica-se como sendo “vaidosa” e classifica-se positivamente quanto a cuidar da aparência. No entanto, para o paciente, a dismorfofobia é fonte de grande sofrimento e angústia com sua aparência própria.

O tratamento consiste em psicoterapia, longa e trabalhosa, e muitas vezes é necessário o uso de medicamentos para apoio dos sentimentos depressivos que acompanham o quadro.

Beleza Perigosa! Excessos que podem indicar Dismorfia Corporal:

– Acreditar que uma mancha, pinta ou cicatriz é um defeito grave, e que todos reparam

– Submeter-se a todo tipo de tratamento dermatológico e cirurgias plásticas, mas nunca estar satisfeito

– Apresentar ”feiura imaginária”, ou seja, achar que tem um defeito que não existe.

Fique ligado! Procure sempre um médico especialista e tire todas as suas dúvidas!

Fonte:

Revista Época – http://revistaepoca.globo.com

Revista Plástica Paulista – JUL/SET 2014 – ANO XIII – N°55

Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Dismorfofobia

TELEFONE

(031) 2514-7776 • (031) 2514-5777 • (031) 99907-4077

E-MAIL

contato@renatatavares.com.br

ENDEREÇO

Rua Aimorés, 2480/10º andar • Santo Agostinho • BH/MG

Copyright © 2015 • Renata Tavares • Todos os direitos reservados

Roberto Freitas Designer